segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Uso Conjunto do AutoCAD, do EPANET e do SWMM para Traçado e Dimensionamento Hidráulico de Redes de Abastecimento de Água, Adutoras, Redes de Coleta d

Uso Conjunto do AutoCAD, do EPANET e do SWMM para Traçado e Dimensionamento Hidráulico de Redes de Abastecimento de Água, Adutoras, Redes de Coleta de Esgoto Sanitário e Redes de Drenagem Urbana


1- Professor (UFC): MARCO AURÉLIO HOLANDA DE CASTRO, Ph.D.
Local: Auditório da COGERH – SOHIDRA-Rua: Adualdo Batista 1550-Parque Iracema-Próximo ao Centro Administrativo no Cambeba
Fortaleza-Ceará. Telefone da ASSO:85-32181557.

2- Programação Geral:

1o Dia (Quarta, dia 17/03/2010), CURSO das 09 às 12:00 h e 14:00 às 17:00 h
2º Dia (Quinta, dia 18/03/2010): CURSO das 09 às 12:00 h e 14:00 às 17:00 h


3- Logística:
- Cada participante deve dispor de seu próprio laptop
- Em cada laptop deve estar instalado o AutoCAD versão 2002 ou Superior.(não roda em versões anteriores). Favor informar explicitamente aos participantes


4- Do Curso:

O Sistema Computacional é composto dos seguintes Módulos:
UFC2: Módulo de desenho da rede e/ou Adutoras no AutoCAD.
UFC4: Módulo de Dimensionamento Otimizado da rede.
UFC5: Módulo de Seleção de Bombas Hidráulicas e Traçado da Linha
Piezométrica de Adutoras.
UFC6: Módulo para análise e simulação computacional do Golpe de Aríete em adutoras.
UFC9: Módulo de Traçado e Dimensionamento Hidráulico de Redes Coletoras de Esgoto Sanitário

Programa:
O Sistema UFC é um conjunto de softwares escritos em diversas linguagens de programação, que realizam todas as tarefas referentes ao traçado e dimensionamento hidráulico de redes de abastecimento de água, adutoras e redes de esgoto sanitário (Figura 1).
São os seguintes os componentes do Sistema UFC:
UFC2: Módulo de desenho da rede e/ou Adutoras no AutoCAD e de transferência de dados da rede/adutora para o EPANET.
UFC3: Módulo de traçado de ligações em redes de abastecimento de água.
UFC4: Módulo de dimensionamento hidráulico (determinação de diâmetros ótimos) de redes de abastecimento de água.
UFC5: Módulo de seleção de bombas hidráulicas e traçado da linha piezométrica de adutoras.
UFC6: Módulo que simula computacionalmente o Golpe de Aríete em adutoras.
UFC7: Módulo de desenho da rede e/ou Adutoras no ArcGIS e de transferência de dados da rede/adutora para o EPANET.
UFC9: Módulo de traçado e dimensionamento de redes de Esgotamento Sanitário dentro do ambiente AutoCAD.





FIGURA 1

Pesquisa traçará perfil da advocacia pública

Reportagens


Brasília, 05/01/2010
Pesquisa traçará perfil da advocacia pública
Estudo vai apontar estrutura federais, estaduais e municipais e verificar condições de trabalho dos 20 mil profissionais do setor



Conheça o projeto

Saiba mais sobre o Programa de Modernização da Gestão do Sistema Judiciário, do PNUD, ao qual está ligada a pesquisa sobre advocacia pública.



DANILO BUENO
da PrimaPagina

O Ministério da Justiça está conduzindo um estudo que vai traçar um perfil das cerca de 20 mil pessoas que atuam na defesa e no assessoramento do governo federal, dos estados e municípios e das instituições públicas, como as autarquias e fundações. O raio-x da advocacia pública vai incluir informações sobre a estrutura dos órgãos e as condições de trabalho dos profissionais do setor.


Os advogados e procuradores ligados à administração pública têm até o final de fevereiro para responder ao questionário que está disponível online. A divulgação dos resultados está prevista para abril, segundo a Secretaria de Reforma do Judiciário, braço do Ministério da Justiça que está á frente do processo.


O questionário vai recolher informações sobre a estrutura orçamentária, material e de recursos humanos da advocacia pública brasileira, fazendo também um diagnóstico do perfil dos profissionais, averiguando o nível de satisfação com as funções desempenhadas e com as condições salariais, além do nível de atualização profissional e perfil social.


“Nós queremos ver como a advocacia pública está aparelhada, se ela está mesmo defendendo o Estado da melhor forma possível e como poderia ser melhorada”, afirma Marcelo Vieira de Campos, assessor especial da Secretaria de Reforma do Judiciário. Ele destaca que é fundamental que a advocacia pública assegure que os atos da administração pública sejam feitos dentro da lei, evitando o imobilismo da atividade pública como decorrência de processos jurídicos desnecessários. “Um gestor bem assessorado vai agir dentro da legalidade, e o Estado vai receber menos processos”, afirma.


A partir dos resultados, diz o assessor, serão traçadas estratégias para diminuir a morosidade do judiciário, desafogando o sistema de processos contra o poder público. Para a ABRAPE (Associação Brasileira de Advogados Públicos), o diagnóstico é uma oportunidade para dar visibilidade às dificuldades da advocacia pública nos estados, principalmente em relação à administração direta. Athos Pedroso, diretor da entidade, ressalta a importância de o questionário abranger todos os advogados públicos, inclusive aqueles ligados a autarquias e fundações. “A advocacia é bem mais ampla do que o diagnostico pretendeu atingir”, afirma.


O estudo é uma iniciativa da Secretaria de Reforma do Judiciário em parceria com a Advocacia-Geral da União e com o PNUD, que apoia o diagnóstico por meio do Programa de Modernização da Gestão do Sistema Judiciário. O programa tem como objetivo ampliar o acesso à Justiça e aumentar a eficiência dos processos para evitar que as entidades deixem de recorrer ao Judiciário pelo excesso de burocracia.


Já foram realizados pela Secretaria de Reforma do Judiciário outros diagnósticos — sobre a Defensoria Pública, os Juizados Especiais Cíveis e o Ministério Público —, no entanto, este é o primeiro estudo em âmbito nacional sobre a atuação da advocacia pública.




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Pós-tsunami ensina recuperação de tragédia

Nova York, 11/01/2010
Pós-tsunami ensina recuperação de tragédia
Processo bem-sucedido de reconstrução na região atingida por ondas gigantes em 2004 mostra que é essencial participação da comunidade



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da PrimaPagina

A recuperação de áreas atingidas por tragédias climáticas — como enchentes, deslizamentos e furacões — só pode ter sucesso se envolver a própria comunidade. Essa é, na avaliação das Nações Unidas, a principal lição da reconstrução bem-sucedida das regiões afetadas pelo tsunami — série de ondas gigantes no Oceano Índico que atingiram 14 países na Ásia e na África, em 26 de dezembro de 2004, matando cerca de 250 mil pessoas, deixando 2 milhões de desalojados e um exército de órfãos.


Logo que o desastre começou a mostrar sua magnitude, a comunidade internacional somou esforços e promoveu ação humanitária sem precedentes. Governos, agências da ONU e seus parceiros, equipes de salvamento e ONGs tiveram ação imediata, providenciando assistência médica, abrigo, água e alimentação às vitimas do desastre.


A urgência diante de uma situação em que milhões estavam desabrigados poderia levar a ações apressadas e desordenadas, apenas restaurando a estrutura anterior, prato cheio para novos desastres. O dilema que se colocou para as organizações envolvidas na reconstrução era: reconstruir rapidamente ou reconstruir melhor? O trabalho nas regiões afetadas pelo tsunami mostra, segundo o PNUD, a importância de “reconstruir melhor”, sob liderança da comunidade afetada, que tem informações mais precisas sobre o que as pessoas precisam.


Somente assim seria possível reverter a situação e abarcar problemas não somente de infraestrutura, mas também sociais. “A única forma de compensar esse tipo de perda é dando dignidade e capacidade de decisão às pessoas que sofreram”, afirma o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, enviado especial da ONU para os países afetados pelo tsunami.


Como resultado dessa conjugação de esforços, foram construídas 250 mil moradias, mais de 100 portos e aeroportos e milhares de escolas, e centenas de hospitais foram reestruturados. Como mostra um documentário sobre a reconstrução, produzido pelo PNUD e outras agencias internacionais, o processo incluiu também a reabilitação de grupos antes marginalizados, que passaram a ter crescente importância — principalmente as mulheres, muitas das quais receberam capacitação e conseguiram seu primeiro emprego devido nas tarefas de recuperação.


O relatório O legado do tsunami: inovação, avanços e mudanças, publicado em abril pela ONU, pela Cruz Vermelha e pelo Crescente Vermelho, apontou que o envolvimento das comunidades é tão importante quanto a previsão das catástrofes. Na lista de recomendações do texto para que sejam reduzidos os riscos, informação e treinamento da população figuram lado a lado à recomendação de aumento em investimentos para criar sistemas de prevenção mais seguros.




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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Morre Oscar Sala, presidente da FAPESP de 1985 a 1995

Especiais
Morre Oscar Sala, presidente da FAPESP de 1985 a 1995
5/1/2010

Agência FAPESP – O físico Oscar Sala, diretor científico da FAPESP de 1969 a 1975 e presidente da Fundação de 1985 a 1995, morreu no sábado (2/1), em São Paulo, de parada cardíaca enquanto dormia. Foi cremado no dia seguinte. Tinha 87 anos.

A Missa de Sétimo Dia será realizada no sábado (9/1), às 12h, na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, R. Honório Líbero, 100, Jardim Paulistano, na capital paulista.

Professor emérito do Instituto de Física (IF) da Universidade de São Paulo (USP), foi presidente da Sociedade Brasileira de Física (1968-1971), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC (1973-1979), da Associação Interciência das Américas (1975-1979) e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (1985-1987). Era casado com Rosa Augusta Pompiglio, com quem teve três filhos: Luiz Roberto, Regina Maria e Thereza Cristina.

Como diretor científico e presidente da FAPESP, Sala foi fundamental na consolidação da instituição e na implantação de programas importantes como o Bioq-FAPESP, em 1970, o primeiro dos grandes projetos voltados ao desenvolvimento científico e tecnológico no Estado de São Paulo apoiados pela Fundação, e a Rede ANSP (Academic Network at São Paulo), que no fim da década de 1980 ajudou a ligar o Brasil à internet.

“Sala é um dos grandes nomes da ciência no país e um dos principais nomes associados à história da FAPESP, tendo sido inicialmente diretor científico em um período de consolidação da Fundação. Sua atuação foi decisiva nesse processo, nessa consolidação dos ideais da FAPESP, como, por exemplo, na implantação da sistemática de análise por pares, que possibilita a imparcialidade no processo de aprovação das propostas”, destacou Celso Lafer, presidente da FAPESP.

Sala nasceu em Milão, em 26 de março de 1922, e veio ao Brasil aos 2 anos. Em 1941 ingressou no curso de física da USP e deu início a trabalhos com Gleb Wataghin em pesquisas sobre raios cósmicos. No ano seguinte, os dois mediram pela primeira vez o coeficiente de absorção das radiações cósmicas geradoras dos chuveiros penetrantes de raios cósmicos.

Ainda estudante, participou do esforço de guerra em que se envolveu o Departamento de Física da USP, tendo construído transmissores portáteis para o Exército. Graduou-se em 1945, quando se tornou assistente da Cadeira de Física Geral e Experimental, dirigida por Marcello Damy.

Em 1946, com bolsa da Fundação Rockefeller, estagiou na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. Em 1948, transferiu-se para a Universidade de Wisconsin para atuar no projeto do acelerador eletrostático encomendado pela USP, do tipo Van de Graaff, o primeiro a utilizar feixes pulsados para estudos sobre reações nucleares com nêutrons rápidos, importante para pesquisas na área de energia nuclear.

Posteriormente, desenvolveu novo tipo de voltímetro diferencial para altas tensões, usado para controlar a energia de Van de Graaff. “A construção e organização de laboratórios experimentais de pesquisas em física nuclear, desde o fim dos anos 1940 e começo da década de 1950, foi uma atividade constante de Sala”, destacou Amélia Império Hamburger, professora aposentada do IF-USP, que foi aluna de Sala.

Em 1962, conquistou a Cátedra de Física Nuclear e, em 1972, liderou a montagem do acelerador de partículas Pelletron. "O professor Oscar Sala foi um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento da física nuclear no país, tendo sido o grande responsável pela instalação e operação do Pelletron no IF-USP", disse José Fernando Perez, diretor presidente da Recepta Biopharma e diretor científico da FAPESP de 1993 a 2004.

Em seguida, Sala participou do Grupo Científico Internacional de Trabalho sobre Dados Nucleares, organizado pela Agência Internacional de Energia Atômica em 1964, em Varsóvia, e em 1965, em Tóquio. Publicou grande número de artigos em revistas especializadas sobre raios cósmicos, física nuclear, instrumentação e física de aceleradores. Foi chefe do Departamento de Física Nuclear da USP nos períodos de 1970 a 1979 e de 1983 a 1987, tornando-se professor emérito em 1994.

Sala recebeu a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico (1994), a Medalha de Ouro da Câmara Municipal de Bauru, cidade onde morou (1950), a Medalha Jubileu de Prata da SBPC (1973), a Medalha Jubileu do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (1981), a medalha Carneiro Felipe da Comissão Nacional de Energia Nuclear (1987) e o prêmio Moinho Santista de Física (1981), entre outras distinções.

“Pesquisador emérito, o professor Sala muito contribuiu para o desenvolvimento científico do Estado de São Paulo e do Brasil. Tive oportunidade de conviver e de trabalhar com ele como conselheiro e, depois, como diretor administrativo, num relacionamento sempre muito cordial e respeitoso”, disse Joaquim José de Camargo Engler, diretor administrativo da FAPESP.

Grandes programas

Em 1969, o Conselho Superior da FAPESP decidiu apoiar projetos de grande porte, aprovando o plano de Sala, que havia assumido a diretoria científica, de “destinar 30% do total da verba de amparo à pesquisa ao custeio de projetos através dos quais possam ser resolvidos ou bem equacionados importantes problemas de determinadas áreas”, segundo ata do conselho.

No ano seguinte, como resultado do Plano para Desenvolvimento da Bioquímica na Cidade de São Paulo, entra em operação o Bioq-FAPESP, com 14 projetos científicos e investimento inicial de US$ 1 milhão, previsto para três anos.

“O projeto era fiscalizado por uma comissão de pesquisadores estrangeiros, presidida por um ganhador do Prêmio Nobel de Química, Marshall William, dele participando grupos da Bioquímica da USP e da Escola Paulista de Medicina”, relata Shozo Motoyama, diretor do Centro Interunidade de História da Ciência da USP, em FAPESP – Uma História de Política Científica e Tecnológica (1999).

“O Bioq-FAPESP eliminou hierarquias, principalmente a científica: elaborava projetos quem queria e ganhava quem podia ou fazia um bom projeto. Uma grande quantidade de jovens montou os seus laboratórios de pesquisa, elaborando relatórios e publicando trabalhos. Todos os que participaram do programa foram bem-sucedidos”, relembrou Walter Colli, então diretor do Instituto de Química da USP.

Outra iniciativa importante da FAPESP na gestão de Sala como diretor científico foi na área de meteorologia. “Era uma área que estava em situação tecnológica precária no país. Além da possibilidade de dar, com rapidez, previsões do tempo que permitissem à agricultura se programar, também importava criar um grupo que reproduzisse, que formasse pessoal, usando técnicas avançadas”, disse Motoyama.

Com apoio da Fundação, foi instalado um radar no Instituto de Pesquisas Meteorológicas da Fundação Educacional de Bauru, que posteriormente foi integrado à Universidade Estadual Paulista. Um resultado direto do projeto, denominado RadaSP I, foi que os jornais paulistas passaram a usar os dados obtidos nas previsões do tempo publicadas.

“O professor Sala teve enorme influência no bom desenvolvimento da FAPESP, como diretor científico e como presidente da Fundação. Presidiu a SBPC com ousadia e habilidade em um período difícil da vida brasileira, resistindo ao arbítrio e defendendo o desenvolvimento da ciência no Brasil. Mais ainda, o professor Sala foi um dos grandes cientistas brasileiros, aliando excelência científica e liderança institucional, e sendo um modelo de carreira para gerações mais jovens”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

Brasil na internet

A partir de 1985, Oscar Sala esteve à frente do processo de informatização da FAPESP, com o desenvolvimento de bancos de dados e sistemas de gerenciamento de bolsas e auxílios concedidos. Apoiou também as discussões que começavam a respeito da conexão do Brasil às redes acadêmicas internacionais, precursoras da atual internet.

A FAPESP consolidou sua participação na história da internet no Brasil com a criação da Rede ANSP (Academic Network at São Paulo), um programa que hoje é um dos principais pontos de conexão da internet do Brasil com o exterior e responsável pela interligação das redes acadêmicas universitárias, institutos e centros de pesquisa paulistas.

“Inicialmente, foram inscritas as três universidades paulistas, o IPT e a FAPESP. Ao mesmo tempo, foram estabelecidos os contatos com o Fermilab [Fermi National Accelerator Laboratory] dos Estados Unidos, para acesso à Bitnet, e com a Embratel e a Secretaria Especial de Informática”, relembra Motoyama.

“O professor Sala foi fundamental em todo o processo de conexão do Brasil à internet por meio da FAPESP. A própria parceria com o Fermilab, que viabilizou a ligação, só foi possível graças aos contatos do professor. Foi ele quem bancou todo o projeto, quem montou a equipe, quem apoiou tudo aquilo”, disse Demi Getschko, diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

Getschko estava no Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP quando foi convidado por Sala para assumir o Centro de Processamento de Dados da FAPESP, em 1986. “O professor Sala era absolutamente fora de série por sua capacidade, honestidade e integridade, além de seu inquestionável mérito científico. Tenho orgulho de poder ter sido seu amigo”, disse.

Da física à física

Como diretor científico da FAPESP e presidente da SBPC, nas décadas de 1960 e 1970 Sala teve participação de destaque no desenvolvimento da ciência e tecnologia no Brasil durante o regime militar.

“Sua atuação institucional foi exemplar na defesa da comunidade científica tanto na FAPESP como na SBPC, liderando grupos que se mantiveram unidos em um momento difícil de nossa história. Institucionalmente, o professor Sala soube defender os pesquisadores, não permitindo que houvesse, por exemplo, ingerência na FAPESP por parte dos militares”, destacou Motoyama.

"O professor Sala foi um campeão na permanente afirmação da autonomia da FAPESP, que soube protegê-la com sabedoria e firmeza de ingerências políticas. Cumpre mencionar que seu principal aliado nessa luta foi o professor Alberto Carvalho da Silva, outro pilar na história da Fundação", ressaltou Perez.

Além da destacada atuação na política científica e tecnológica no país, Motoyama lembra que a maior paixão de Sala, de quem foi aluno no IF-USP, parecia ser mesmo a física, que nunca abandonou. “Era um aficionado pela física nuclear. Passava horas no laboratório, mesmo aos sábados e domingos. Foi um excelente professor, sempre muito atencioso com seus alunos. Firme, mas também simpático. Ele introduziu as grandes máquinas para acelerar partículas e formou uma geração que estabeleceu a física nuclear em São Paulo. Ele sempre gostou muito do que fez”, disse.

“Sempre vimos Sala trabalhar dez horas por dia no laboratório, acompanhando todos os detalhes de organização, administrando impecavelmente as oficinas, o almoxarifado, as compras, a secretaria, os estudantes, os professores visitantes. Sempre prestigiou o trabalho dos funcionários, administrativos e técnicos, que dão apoio à pesquisa tanto no laboratório como na secretaria, e essa é uma postura que garante a qualidade dos serviços e assegura o ambiente de equipe de trabalho”, disse Amélia Hamburger.

Leia mais sobre o professor Sala:

www.canalciencia.ibict.br/notaveis/txt.php?id=72
www.tidia.fapesp.br/portal/entrevistas/oscar-sala-um-fisico-de-alta-energia

Mais:

Especialistas debatem tratamentos alternativos contra câncer-YAHOO

Especialistas debatem tratamentos alternativos contra câncer
Ter, 05 Jan, 04h48



Por Javier Parra, da Efe

Calor intenso, vitamina C, bicarbonato, ímãs ou terapia fotodinâmica fazem parte da gama de tratamentos alternativos contra o câncer apresentada recentemente em um congresso realizado na Espanha, frente aos tradicionais, com base em cirurgia, quimioterapia e radioterapia.


Um total de 800 profissionais de todo o mundo especializados no tratamento do câncer sem quimioterapia ou radioterapia se reuniu no 3º Congresso Internacional sobre Tratamentos Complementares e Alternativos ao Câncer, realizado em Madri entre 31 de outubro e 1º de novembro, no qual foram apresentadas as últimas descobertas neste campo.


Os especialistas em remédios considerados "ainda alternativos" presentes tentaram demonstrar que "não há nada em nível científico que demonstre que os produtos químicos curam o câncer", disse à Agência Efe José Antonio Campoy, presidente da Associação Mundial de Pesquisa sobre Câncer, organizadora do evento.



Cuidado com as defesas
Segundo Campoy, ao contrário dos tratamentos ortodoxos contra o câncer, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia, "existem outros baseados, principalmente, no cuidado com as defesas".


Uma das conferências que despertaram mais interesse no congresso foi a do médico Alberto Martí Bosch, que expôs o caso de uma mulher espanhola de 31 anos. Depois de dar à luz e passar por operações devido a um tumor no cérebro, os médicos do departamento de Oncologia de uma conhecida clínica do norte da Espanha anunciaram que seu caso não tinha cura.


Bosch atendeu a paciente e assegurou que, "em somente três meses e graças a um tratamento integral, os tumores que tinham se estendido por seu cérebro, fígado e pulmões reduziram".


O médico trabalhou muitos anos como oncologista pediátrico até que, dados os poucos resultados que obtinha com os tratamentos convencionais, e, sobretudo, vendo dia a dia o enorme sofrimento que eles causavam, abandonou definitivamente a prática.


Vinte anos depois e após formar-se amplamente em disciplinas que não são ensinadas nas faculdades de Medicina, Bosch afirma que aborda o câncer "de uma forma holística, ou seja, de forma integral e levando em conta o princípio de Hipócrates de 'não causar dano' em primeiro lugar".


"Este tratamento leva em conta os aspectos psicológicos e emocionais, além do físico, âmbito no qual desintoxicar, resolver possíveis carências vitamínicas, minerais, enzimáticas e hormonais potencializam o sistema imunológico e equilibram o organismo bioenergeticamente", diz.


Um futuro diferente
A médica Natalia Eres, oncologista clínica, aposta em abrir os tratamentos convencionais aos remédios complementares que demonstraram eficácia.


Natalia é convencida de que, "em poucos anos, a quimioterapia como é conhecida e praticada hoje terá desaparecido e tenderá a combinar remédios mais específicos e menos tóxicos com medicamentos naturais, cujos mecanismos de ação tenham sido confirmados clinicamente".


"E se o que chamamos câncer não for uma doença, mas um processo biológico natural de defesa que ainda não conseguimos entender?", pergunta Coral Mateo, presidente da Sociedade Espanhola de Homeopatia Veterinária, que, após muitos anos tratando tumores em cachorros, está convencida de que o organismo inicia estas patologias "uma vez esgotados seus mecanismos de desintoxicação".


A partir desta teoria, "o corpo começa a desenvolver tecidos novos para depositar em seu interior os resíduos tóxicos com a intenção de isolá-los e destruí-los antes que cheguem ao sangue e se tornem fatais".


"A solução não passaria por destruir os tumores, mas por tratar a intoxicação sofrida pelo corpo", disse.


Deficiência nutricional
Para o médico alemão Gottfried Cornelissen, o câncer é "consequência de um dano sustentado sobre o metabolismo das mitocôndrias, resultado tanto de uma deficiência nutricional quanto do impacto dos tóxicos sobre elas".


A transformação do DNA seria, portanto, um efeito, e não uma causa da célula cancerígena. Para ele, "basta reforçar o sistema imune com suplementos adequadamente testados para cada paciente, equilibrar o sistema hormonal e eliminar os materiais tóxicos do organismo para evitar entre 60% e 80% do desenvolvimento de tumores".


Em suas consultas, o médico alemão complementa suas teses com um aparelho de diagnóstico e tratamento por biofrequência, capaz de corrigir desequilíbrios antes que aconteçam danos nas mitocôndrias.


Já o médico Ángel Borruel, membro da Associação Espanhola de Médicos Naturistas, há 17 anos utiliza uma planta chamada azevinho para tratar o câncer e que tem resultados que ele mesmo qualifica de "bons".

"Está constatado que a planta reforça o sistema imunológico, inibe os oncogenes que estimulam a angiogênese e provoca a apoptose das células cancerosas, além de melhorar a qualidade de vida do paciente", diz.


O azevinho tem ampla difusão na Europa como tratamento contra tumores e é o produto oncológico mais utilizado na Alemanha, contando com os medicamentos quimioterápicos. O National Cancer Institute dos Estados Unidos reconheceu sua eficácia.

As substâncias externas
O "pai" da Medicina Sistêmica, o venezuelano José Olalde, baseia seus tratamentos em diferentes combinações de substâncias externas ao organismo, geralmente plantas, que aumentam, paralelamente ou separadamente, "a inteligência biológica, a energia e a organização do organismo", melhorando assim seu potencial de sobrevivência, sem apresentar efeitos colaterais.

O médico espanhol de origem libanesa Raymond Hilu se apoia na aplicação da "hipertermia regional profunda" para tratar o câncer, já que, segundo sua teoria, "as temperaturas superiores a 42° C danificam irreversivelmente a circulação no tumor".

Além disso, segundo ele, "ao aumentar a vasodilatação e a circulação sanguínea, são obtidos numerosos efeitos indiretos, como a redução da acidez extracelular, a melhora do metabolismo e da resposta imunológica, assim como uma mais fácil eliminação de resíduos tóxicos".

Já o doutor Miguel Ángel Ibáñez, da Universidade de Barcelona, há alguns meses apresentou nos EUA um trabalho realizado em parceria com a Universidade de Stanford no qual descreve novos mecanismos de ação da vitamina C.

Após centenas de casos tratados com vitamina C intravenosa, o médico não tem dúvidas de sua eficácia em casos de câncer e em outras patologias degenerativas. "Aplicada por meio de gotejamento, não só tem efeito antitumoral, mas também antidegenerativo", acrescenta.

Bicarbonato e ímãs
O oncologista italiano Tullio Simoncini afirma que, para tratar o câncer, "o melhor é utilizar algo tão simples quanto o bicarbonato de sódio diluído em água destilada, porque, alcalinizando a zona de um tumor, é possível resistir ao entorno ácido no qual se desenvolve, além de deter seu crescimento".

O especialista assegura que a principal causa do câncer e da acidificação é um fungo que deve ser eliminado do organismo: a Candida albicans.

O médico mexicano Isaac Goiz defende, por sua vez, que "toda patologia se inicia em dois pontos relacionados: de um lado, a acidificação, e, de outro, a alcalinização. E isso faz com que, em um, se acumulem os vírus e fungos e, no outro, as bactérias e parasitas".

Em consequência, segundo sua experiência, "bastaria colocar dois simples ímãs de uma potência superior a mil Gauss sobre esses pontos para neutralizar o Ph e para que os microorganismos perdessem sua capacidade patogênica".

Goiz considera, além disso, que a maioria dos casos diagnosticados como câncer não está correto, já que, segundo ele, só são verdadeiros "aqueles em que está presente o bacilo da lepra".


Já o professor Diego Armesto, catedrático de Fotoquímica Orgânica na Universidade Complutense de Madri, aponta as vantagens do tratamento com terapia fotodinâmica no âmbito da oncologia.

"Consiste em aplicar uma fonte de energia luminosa a determinada longitude de onda sobre um tecido previamente fotossensibilizado, o que gera grande quantidade de radicais livres e derivados do oxigênio, que, por sua vez, reforça o sistema imunológico e provoca a apoptose do tumor, por destruir seus vasos sanguíneos", afirma.

"Tudo isso sem o risco de disseminar o câncer em os tecidos adjacentes", acrescenta. Armesto assegura que este tratamento "é eficaz, não causa problemas no longo prazo e, embora tenha sido utilizado para tratar o câncer pela primeira vez há mais de 100 anos, continua sendo ignorado hoje pela oncologia convencional".




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